Museu Felícia Leirner

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NATUREZA, ARTE E INSPIRAÇÃO

Felícia Leirner foi uma artista plástica polonesa apaixonada pela natureza e pelos animais. Considerando tais gostos, não é de se admirar que ela também tenha se apaixonado por este país tropical e decidido adotá-lo como pátria. Ela viveu entre 1904 e 1996, com residência no Brasil desde 1927.

O amor pelo meio ambiente, justifica o cenário que Felícia escolheu para eternizar seu trabalho. A área de mais ou menos 35 mil m² que o museu divide com o auditório Cláudio Santoro, é um espaço remanescente da mata atlântica de Campos do Jordão.

Seu patrimônio ambiental, por si só, já é uma obra de arte. De acordo com um estudo realizado pela ACAM Portinari (2011), a área abriga cerca de 119 espécies de plantas, 10 espécies de mamíferos e 92 espécies de aves, três delas, inclusive, em ameaça de extinção. Existem ainda diversos anfíbios, répteis e invertebrados no local.

A respeito de seu ofício, Felícia iniciou os estudos de escultura em 1948 com ninguém mais, ninguém menos do que Victor Brecheret, renomado e premiado artista que trouxe o modernismo para as artes plásticas brasileiras. O talento da aprendiz não fica para trás, esta também conquistou diversos prêmios com os seus próprios trabalhos.

O museu conta com 85 esculturas, de bronze, cimento branco e granito, organizadas pela própria Felícia de acordo com cada fase de sua produção artística. São elas: figurativa (1950-1958), a caminho da abstração (1958-1961), abstrata (1963-1965), orgânica (1966-1970) e recortes na paisagem (1980-1982).

Visitar esse lugar é uma experiência riquíssima, tanto pelo valor cultural agregado, quanto pela oportunidade de contato com a natureza. É um canto valioso de Campos, um ambiente revitalizante e amplamente inspirador.

Saiba mais: https://www.museufelicialeirner.org.br/